Este blog destina-se à comunicação do professor Martins com os seus alunos da matéria Ciências Sociais Aplicadas à Administração I, no curso de Administração, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
quinta-feira, 28 de março de 2019
Material para a apresentação de final de curso
No final do curso os alunos deverão fazer uma apresentação oral sobre capítulos do livro
O Homem da Companhia. Uma História dos Executivos. Sampson, Anthony. SP. Companhia das Letras ,1996.
O roteiro do trabalho será dado posteriormente. Todos os grupos deverão seguir esse roteiro.
O ideal seria que os alunos lessem o livro inteiro. Como foi falado em sala, esse livro enriquece e muito a formação acadêmica em Administração.
Para facilitar, selecionei os capítulos que mais fáceis e que, por isso mesmo, poderão gerar apresentações melhores
Não poderá haver dois grupos com o mesmo capítulo.
A escolha do capítulo é por ordem de chegada. Quem escolher primeiro fica com o capítulo.
Lista de capítulos
Capítulo 4. A Máquina e a Donzela
Capítulo 5. Gerentes e Déspotas
Capítulo 8 . Família versus Burocratas
Capítulo 9. A Revolta
Capítulo 11. Ventos do Oriente
Capítulo 15. Papai foi embora
Capítulo 19. Mulheres da Companhia
A partir da aula do dia 29 de março já serão aceitas escolhas de capítulo. Para tanto basta o nome de um aluno (não precisa ter o nome de todos os componentes do grupo) e o capitulo escolhido.
sábado, 23 de março de 2019
aula 4 SOCIOLOGIA , SURGIMENTO E TRAJETÓRIA
ESQUEMA DA AULA 4
Sociologia, surgimento e trajetória
1) Hipóteses sobre o
surgimento da sociologia
1.a) Ela é muito antiga (Platão sec. V aC, Ibh Khaldun, sec
XIV e Maquiavel sec XVI)
1.b) Ela mais recente (século XIX)
Os defensores dessa tese afirmam que ela só surgiu quando
assumiu uma forma científica e foi institucionalizada (virou matéria em
universidade, publicação de revistas , organização de congressos etc.)
2) O contexto que
explica a criação da Sociologia
A ideia que vamos defender aqui tem suas bases em Anthony
Giddens. Ele não se interessa em marcar
uma data, mas em demarcar o contexto do
surgimento desse conhecimento.
Seguindo as ideias desse autor podemos dizer que a Sociologia
é fruto de uma mudança de mentalidade ou de novas crenças. Essa mudança de
mentalidade ou o aparecimento de novas crenças decorrem de três grandes
processos históricos também chamados de revoluções.
2.1) A Revolução Científica (sec XVI a XVIII) . A Revolução
Científica estabelece nova base para o conhecimento. Antes a verdade estava baseada
na revelação ou na autoridade. Com a Revolução Científica a verdade será fruto
do uso da razão baseada na observação e na experiência.
A Revolução Científica estabelece a mentalidade ou crença
que a realidade pode ser conhecida de forma científica. E esse conhecimento
dará maior poder pois possibilitará o controle da natureza.
2.2. A Revolução Francesa (séc. XVIII) . A Revolução
Francesa foi uma transformação radical na sociedade feita sob a orientação das
ideias ou ideais iluministas.
A Revolução Francesa estabelece a mentalidade ou crença de
que a realidade social pode ser transformada segundo um plano racional.
2.3. A Revolução Industrial (século XIX) A Revolução
Industrial era a imagem do progresso, mas também ela trouxe ou deu mais visibilidade
a vários problemas sociais.
Ganhou força , no século XIX, a crença que os problemas
sociais podiam e deviam ser resolvidos.
Conclusão__________Assim, a sociologia foi criada para
resolver os problemas sociais. Mas ela só poderia fazer isso porque se
acreditava que o conhecimento por ela gerado daria uma boa explicação de porque
esses problemas ocorrem e assim se poderia agir para resolvê-los. Isso só seria
possível porque, pela crença gerada pela Revolução Francesa, a realidade social
poderia ser transformada segundo um plano racional (esse plano racional seria
fornecido pela ciência da sociedade ou Sociologia)
3. A Trajetória da Sociologia
3.1. Tornou-se um conhecimento valorizado nos meios
acadêmicos como um campo próprio e como um campo auxiliar de outros conhecimentos
(sociologia da educação, sociologia do direito, sociologia da administração,
sociologia da arte, etc)
3.2. Gera conhecimentos quer orientam
práticas (pesquisa eleitoral, pesquisa de marketing, ações de governo, etc)
segunda-feira, 11 de março de 2019
Esquema de aula. Aula 3. A SOCIEDADE MODERNA
1. A noção de modernidade.
A palavra moderno vem do latim (hodierno). No passado ela indicava apenas o tempo presente (agora/atualmente)
No final do século XVII ela passa a ter um sentido valorativo (se torna um adjetivo) Autores para diferenciar a literatura dessa época a rotularam de moderna em contraposição à literatura feita na antiguidade clássica (Grécia e Roma). Eles viam a literatura moderna como melhor (superior)
Nas Ciências Sociais a noção de modernidade (não a palavra) veio com os Iluministas e sua noção de progresso.
O evolucionismo do século XIX colocou as sociedades europeias no ápice do processo evolutivo. Elas eram modernas em contraposição às sociedades primitivas ou tradicionais.
Assim, um determinado tipo de sociedade passou a ser visto como superior (ser moderno é ser melhor/superior)
Isso implica numa visão etnocêntrica (etnocentrismo)
A Antropologia contemporânea crítica o evolucionismo e o etnocentrismo a ele associado. Ela defende o relativismo cultural (não existem sociedades superiores, apenas diferentes)
Questão: A modernidade se tornou um valor universal?
Possíveis respostas
a. Não______________________________________________________________
___________________________________________________________________
b. Sim ____________________________________________________________
Características gerais das sociedades modernas
1. Característica econômica________ ter um parque industrial
expressivo (para muitos cientistas sociais a sociedade moderna é chamada de
sociedade industrial)
2. Características
políticas
2.a. Se organizar como estado-nação (em contraposição à
tribo, ao bando e a outras formas de organização política que não sejam sob a
forma de estado.
2.b. Se organizar sob a forma de democracia-liberal
2.c. Promover a cidadania (direitos)
Direitos políticos_____________________________________________________
___________________________________________________________________
Direitos civis. Garantem a liberdade______________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Direitos sociais; Promovem a igualdade____________________________________
____________________________________________________________________
___________________________________________________________________
3. Características culturais
3.a. Cientificismo _____________________________________________________
3.b. Secularismo_______________________________________________________
3.c. Individualismo ____________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
ATIVIDADES
“ O assassinato em massa não é uma invenção moderna. A história está cheia de antagonismos entre comunidades e seitas, sempre mutuamente prejudiciais e potencialmente destrutivos, muitas vezes degenerando em aberta violência, que por vezes leva ao massacre e, em alguns casos, ao extermínio de populações e culturas inteiras. Diante disso, parece negar-se a singularidade do Holocausto. Em especial, sua íntima ligação com a modernidade, a "afinidade eletiva" entre o Holocausto e a civilização moderna. O fato sugere, ao contrário, que o ódio comunitário mortífero sempre esteve entre nós e provavelmente nunca deixará de existir; e que nesse ponto a única importância da modernidade foi que, ao contrário do que prometia e da expectativa generalizada, não aparou suavemente as arestas sabidamente ásperas da coexistência humana e, portanto, não pôs um fim definitivo à desumanidade do homem para com o homem. A modernidade não cumpriu o prometido. Ela falhou. Mas não é responsável pelo Holocausto, uma vez que o genocídio acompanha a história da humanidade desde o início.
ATIVIDADES
TEXTO 1. O texto 1 fala de uma processo histórico que
aconteceu no Japão e que ficou conhecido como Era Meiji e recebeu esse nome
porque neste período ele foi governado pelo imperador Meiji . Esse período vai
de 1867 até 1912. Ao final desse período o Japão tinha deixado de ser feudal e
se tornou uma potência mundial.
Este texto foi extraído do livro
Ocidentalismo. O Ocidente aos Olhos dos seus Inimigos. Ian Buruma e Avishai
Margalit. RJ.Zahar Editores, 2006, p.
“Naquele momento, para os asiáticos, o ocidente também representava - e
em certa medida, ainda hoje representa, o colonialismo. Desde o século XIX,
quando a China foi humilhada na Guerra do Ópio, os japoneses cultos perceberam
que a sobrevivência nacional dependia do estudo cuidadoso e da emulação das
ideias do ocidente. Jamais uma grande nação empreendera transformação tão
radical quanto o Japão entre as décadas de 1850 e 1910. O principal slogan da
era Meiji (1868/1912) eram Bunmei Kaika, ou Civilização e Iluminismo, isto é,
civilização ocidental e iluminismo. Tudo o que vinha do ocidente , da ciência
natural ao realismo literário , foi vorazmente absorvido pelos intelectuais
japoneses. O vestuário ocidental, a lei constitucional prussiana, as
estratégias navais britânicas , a filosofia alemã , o cinema americano , a
arquitetura francesa e muito , muito mais foi incorporado e adaptado.
A transformação rendeu frutos
generosos. O Japão permaneceu imune à colonização e tornou-se rapidamente uma
grande potência, a qual, em 1905 conseguiu derrotar a Rússia numa guerra
integralmente moderna. De fato, Tolstoi descreveu a vitória japonesa como um
triunfo do materialismo ocidental sobre a alma asiática da Rússia. Mas houve
prejuízos. A revolução industrial japonesa, que ocorreu não muito depois da
alemã, teve efeitos igualmente desordenadores . Um grande número de camponeses
empobrecidos mudou-se para as cidades, onde as condições podiam ser cruéis. O
exército era um refúgio brutal para jovens do interior, e suas irmãs, por
vezes, tinham de ser vendidas aos prostíbulos das grandes cidades. Mas, além
dos problemas econômicos, havia outra razão par que muitos intelectuais
japoneses buscassem desfazer a indiscriminada ocidentalização do final do
século XIX. Parecia que o Japão sofria de uma indigestão intelectual: engolira
a civilização ocidental depressa demais. E isso explica, em parte , por que o
grupo de literatos reunidos em Kyoto , na década de 30 do século 20, discutiu
formas de mudar a história a fim de superar o ocidente, ser moderno e, ao mesmo
tempo, retornar a um idealizado passado espiritual.
1.1. Os autores apresentam uma visão
positiva da modernização do Japão. Exponha os argumentos que utilizaram para
sustentar essa tese.
1.2. A modernização teve muitos
críticos no Japão. Segundo o autor qual era a proposta desses críticos para
sanar os males trazidos pela modernização.
TEXTO 2. Abaixo
você lerá um trecho da biografia da imperatriz Cixi, que exerceu o poder na
China nas últimas três décadas do século XIX.
“E assim, Cixi eliminou todos
os obstáculos e reconduziu o império ao
rumo que tinha definido antes. Dessa vez ela aceleraria o ritmo do progresso.
Durante a reclusão forçada no harém, sua mente não estivera ociosa e ela
aprendera muito a respeito do cenário internacional, a partir dos relatórios e diário dos
viajantes que enviara para o exterior naquelas primeiras expedições. Em
Hong-Kong e em outros portos haviam surgido novos jornais ao estilo ocidental
disponíveis na corte , onde tinham se tornado fontes de informação
imprescindíveis. Em comparação com uma década atrás, quando, pela primeira vez
ela chegara o poder, Cixi tinha agora muito mais conhecimento , não só do
Ocidente , como também da modernidade. Estava convencida de que a modernização
era a resposta para os problemas do império- e sabia também que tinha perdido
muito tempo” ( A Imperatriz de Ferro. A concubina que criou a China moderna .
Jung Chang. SP. Companhia das Letras, 2013, p.153.
Questão 2.1. O texto concorda
ou discorda que a modernização (o modelo de sociedade moderna) estava , no século XIX, se tornando um valor universal? Justifique a
sua resposta.
TEXTO 3. O texto abaixo foi
extraído do livro O que deu errado no Oriente Médio, Bernard Lewis. RJ. Editora
Zahar, 2002. Este trecho fala com o seguir fala de uma revolução que aconteceu na
Turquia em 1908. Ela foi liderada por um grupo de oficiais do exército e que
tinha um projeto de levar a Turquia em uma nova direção
“A Revolução Turca significa
uma transformação mais ampla do que a palavra revolução que o sugere. […] Ela
significa a substituição de uma unidade política antiga, baseada na religião,
por uma baseada em outro laço, o da nacionalidade. Essa nação agora aceitou o
princípio de que o único meio de sobrevivência na arena internacional está na
aceitação da civilização ocidental contemporânea. Essa nação aceitou também o
princípio de que todas as suas leis devem estar baseadas apenas em terreno
secular, em uma mentalidade secular quem aceita a regra da contínua mudança de
acordo com o desenvolvimento e a mudança nas condições de vida.”
Questão 3.1. Em que direção os chamados jovens turcos
(os oficias que lideraram a revolução ) pretendiam levar a Turquia. Justifique
a sua resposta com alguma ideia contida no texto.
TEXTO 4. Trechos do livro A
Al-Qaeda e o que significa ser moderno
John Gray. RJ. Editora Record, 2004. Páginas 11 e 12 )
“ Os guerreiros suicidas que atacaram Washington, Nova York em 11 de setembro de 2001 fizeram mais do matar milhares de civis e demolir o World Trade Center. Eles destruíram o mito dominador do Ocidente.
As sociedades ocidentais são dominadas pela crença de que a modernidade é uma condição única , por toda parte a mesma e sempre benigna. À medida que as sociedades se tornam mais modernas , ficam mais parecidas. Ao mesmo tempo, tornam-se melhores. Ser moderno significa realizar nossos valores – os valores do Iluminismo , como gostamos de pensar.
Nenhum lugar comum é mais espantoso do que o que descreve a Al-Qaeda como uma revivescência da época medieval . Ela é um subproduto da globalização. Assim como os cartéis mundiais das drogas e as grandes empresas do comércio virtual que se desenvolveram nos anos 1990, evoluiu numa época em que a desregulamentação financeira criou grandes reservatórios de riqueza no estrangeiro e o crime organizado tornou-se global. Sua característica mais distintiva - planejar uma forma privatizada de violência organizada no mundo inteiro- seria impossível no passado. Do mesmo modo, a crença de que um mundo novo pode ser apressado por atos espetaculares de destruição não se encontra em parte alguma na época medieval . Os precursores mais próximos da Al-Qaeda são os anarquistas revolucionários da Europa no final XIX
Quem duvidar que o terror revolucionário é uma invenção moderna resolveu esquecer a história recente. A União Soviética foi uma tentativa de corporificar o ideal iluminista de um mundo sem poder e sem conflitos. Em busca deste ideal, matou e escravizou dezenas de milhões de seres humanos. A Alemanha nazista cometeu o pior genocídio da história. E o fez com a meta de criar um novo tipo de ser humano. Nenhuma era anterior abrigou projetos assim. As câmaras de gás e os gulags são modernos.
4.1) Para John Gray a modernidade se tornou um valor universal ? Justifique a sua resposta.
4. 2) O texto afirma que a organização terrorista Al Qaeda tem uma relação ambivalente com a modernidade. Explicite essa ambivalência.
John Gray. RJ. Editora Record, 2004. Páginas 11 e 12 )
“ Os guerreiros suicidas que atacaram Washington, Nova York em 11 de setembro de 2001 fizeram mais do matar milhares de civis e demolir o World Trade Center. Eles destruíram o mito dominador do Ocidente.
As sociedades ocidentais são dominadas pela crença de que a modernidade é uma condição única , por toda parte a mesma e sempre benigna. À medida que as sociedades se tornam mais modernas , ficam mais parecidas. Ao mesmo tempo, tornam-se melhores. Ser moderno significa realizar nossos valores – os valores do Iluminismo , como gostamos de pensar.
Nenhum lugar comum é mais espantoso do que o que descreve a Al-Qaeda como uma revivescência da época medieval . Ela é um subproduto da globalização. Assim como os cartéis mundiais das drogas e as grandes empresas do comércio virtual que se desenvolveram nos anos 1990, evoluiu numa época em que a desregulamentação financeira criou grandes reservatórios de riqueza no estrangeiro e o crime organizado tornou-se global. Sua característica mais distintiva - planejar uma forma privatizada de violência organizada no mundo inteiro- seria impossível no passado. Do mesmo modo, a crença de que um mundo novo pode ser apressado por atos espetaculares de destruição não se encontra em parte alguma na época medieval . Os precursores mais próximos da Al-Qaeda são os anarquistas revolucionários da Europa no final XIX
Quem duvidar que o terror revolucionário é uma invenção moderna resolveu esquecer a história recente. A União Soviética foi uma tentativa de corporificar o ideal iluminista de um mundo sem poder e sem conflitos. Em busca deste ideal, matou e escravizou dezenas de milhões de seres humanos. A Alemanha nazista cometeu o pior genocídio da história. E o fez com a meta de criar um novo tipo de ser humano. Nenhuma era anterior abrigou projetos assim. As câmaras de gás e os gulags são modernos.
4.1) Para John Gray a modernidade se tornou um valor universal ? Justifique a sua resposta.
4. 2) O texto afirma que a organização terrorista Al Qaeda tem uma relação ambivalente com a modernidade. Explicite essa ambivalência.
TEXTO 5. Abaixo você lerá um trecho
do livro . Modernidade e Holocausto, Zygmunt Bauman, RJ. Zahar, 1998,
p.112 . É um texto acadêmico típico e, portanto, pode colocar algumas
dificuldades de entendimento.
“ O assassinato em massa não é uma invenção moderna. A história está cheia de antagonismos entre comunidades e seitas, sempre mutuamente prejudiciais e potencialmente destrutivos, muitas vezes degenerando em aberta violência, que por vezes leva ao massacre e, em alguns casos, ao extermínio de populações e culturas inteiras. Diante disso, parece negar-se a singularidade do Holocausto. Em especial, sua íntima ligação com a modernidade, a "afinidade eletiva" entre o Holocausto e a civilização moderna. O fato sugere, ao contrário, que o ódio comunitário mortífero sempre esteve entre nós e provavelmente nunca deixará de existir; e que nesse ponto a única importância da modernidade foi que, ao contrário do que prometia e da expectativa generalizada, não aparou suavemente as arestas sabidamente ásperas da coexistência humana e, portanto, não pôs um fim definitivo à desumanidade do homem para com o homem. A modernidade não cumpriu o prometido. Ela falhou. Mas não é responsável pelo Holocausto, uma vez que o genocídio acompanha a história da humanidade desde o início.
Não é esta, porém, a lição
contida no Holocausto. Sem dúvida o Holocausto foi mais um episódio na extensa
série de tentativas e na série bem mais curta de êxitos em matéria de
assassinatos em massa. Também tem aspectos que não compartilha com nenhum dos
casos de genocídio anteriores. São esses aspectos que merecem especial atenção.
Eles tiveram um nítido sabor moderno. Sua presença sugere que a modernidade
contribuiu para o Holocausto mais de forma direta do que por sua própria
fraqueza e inépcia. Sugere que o papel da civilização moderna na perpetração e
extensão efetiva do Holocausto foi um papel ativo, não passivo. Sugere que o
Holocausto foi tanto um produto como um fracasso da civilização moderna. Como
tudo o mais que se faça à maneira moderna - racional, planejada, cientificamente
fundamentada, especializada, eficientemente coordenada e executada - o
Holocausto superou e esmagou todos os seus supostos equivalentes pré-modernos,
expondo-os comparativamente como primitivos, perdulários e ineficientes. Como
tudo o mais na nossa sociedade moderna, o Holocausto foi um empreendimento em
todos os aspectos superior, se medido pelos padrões que esta sociedade pregou e
institucionalizou. Paira bem acima de episódios anteriores de genocídio, da
mesma forma que a fábrica moderna está muito acima da antiga oficina do artesão
ou que a fazenda mecanizada, com seus tratores, ceifeiras-debulhadoras e
pesticidas, supera em muito a velha roça com o seu arado puxado a cavalo e a
capina de enxada “
Questões
5.1. O autor tem uma visão
positiva ou negativa da modernidade? Justifique a sua resposta com alguma
afirmação do texto.
5.2. Como o autor relaciona o
holocausto à modernidade?
sábado, 2 de março de 2019
Esquema de aula. AULA 2
AULA
2
ESQUEMA
DE AULA
Título__
A Importância da Sociologia para a Formação Acadêmica do Administrador.
Tese_____
Vai ser defendido que a Sociologia é um
conhecimento muito importante na formação do futuro administrador.
Obs__
Estamos falando em Sociologia, mas aqui também se inclui conhecimentos das
áreas tradicionalmente atribuídas à Ciência Política e à Antropologia.
Ponto
de partida____ Nos cursos de Administração tanto no Brasil quanto no exterior uma
carga horária em Sociologia é obrigatória nos cursos de Administração.
Para
ficar mais clara a explicação dessa importância vamos nos concentrar apenas nas
empresas que é o lugar de trabalho pretendido pela maioria dos alunos que fazem
o curso de Administração.
A
nossa argumentação vai se basear em duas afirmações
1.
A empresa existe num universo social
que influencia ou determina a sua maneira de ser e até mesmo, por vezes, o seu
sucesso ou o seu fracasso.
Dentre
os elementos que compõem esse ambiente social externo podemos citar
a)O
Estado. O Estado interfere sobre as empresas quer seja pelo seu poder normativo
(fazer leis) quer seja por políticas de governo
b)
A cultura da sociedade em que empresa opera
c)
Os grupos de pressão
2.
Existe um ambiente social no interior de cada empresa que influencia ou
determina a sua maneira de ser, o seu sucesso ou fracasso.
Elementos
que compõem esse ambiente social interno :
a)
A estrutura de poder ____ a forma como o poder é exercido no interior da empresa
b)
A cultura organizacional____ os valores,
normas, crenças e outros elementos simbólicos que dão sentido a existência dos
funcionários no interior da empresa e o sentido ao trabalho que eles fazem.
Conclusão_________
Se a empresa existe num ambiente social que influencia ou determina a sua
maneira de ser e se existe um ambiente social no interior de cada empresa que
também influencia ou determina a sua maneira de ser , então a Sociologia é
importante porque é ela (o conhecimento fornecido por ela) que nos possibilita
entender o que são esses fatores sociais externos e interno e como eles agem
sobre a empresa.
Atenção. Os dois textos abaixo tratam apenas do ambiente social
externo a empresa.
AMBIENTE DE NEGÓCIOS
Vamos chamar de ambiente de negócios os fatores legais, políticos, culturais, educacionais e sociais que podem estimular ou dificultar o funcionamento , o crescimento e a implantação de novos negócios num determinado país. Na aula aprendemos que as empresas existem num universo social que, de alguma forma, em maior ou menor grau, interfere sobre a sua maneira de ser e o seu desempenho..
Escolhemos os textos abaixo porque eles ilustram e dão uma idéia precisa do ambiente de negócios existente no Brasil. Eles apresentam alguns fatores , mas não os únicos, do ambiente que podem interferir sobre a decisão de grupos estrangeiros escolher o Brasil como base de negócios. Mas o ambiente de negócios também interfere na decisão de empresários existentes ampliar os seus negócios ou sobre a possibilidade de cidadãos brasileiros se tornarem novos empreendedores.
TEXTO 1
O Estado de São Paulo 11 de Setembro de 2007
Um drama brasileiro em chinês
" O governo brasileiro quer atrair o investidor estrangeiro para empreendimentos produtivos, mas faz o possível para dificultar o investimento. Essa crítica tem sido feita por empresários chineses a seus colegas brasileiros e é um assunto bem conhecido no Conselho Empresarial Brasil-China. Os brasileiros da área empresarial podem apenas ouvir a reclamação e concordar. Eles têm as mesmas queixas e sabem melhor que ninguém como é caro e complicado investir no Brasil.
Pelo menos algumas autoridades conhecem a opinião chinesa sobre as dificuldades para aplicar capital de forma produtiva no País. Representantes do Ministério do Desenvolvimento têm participado de reuniões com empresários dos dois países. Mas as principais fontes de problemas estão em outras áreas do governo e algumas dessas têm desafiado com sucesso a autoridade do presidente da República. É o caso, por exemplo, dos condutores da política ambiental, habituados a agir como uma ONG no interior do governo.
Mas a absurda lentidão dos processos de licenciamento ambiental e as decisões de qualidade duvidosa compõem apenas uma parte - muito importante - do problema. Quando as barreiras ambientais são vencidas, o Tesouro público, em todos os níveis de governo, encarrega-se de tornar o projeto menos interessante, onerando com excesso de impostos e contribuições a compra de máquinas e outros equipamentos.
Quando, apesar de todos esses obstáculos, o empresário insiste em constituir uma empresa no Brasil, um novo problema aparece. Registrar o empreendimento pode consumir meses, porque as autoridades brasileiras dão mais importância ao ritual - quanto mais complicado, melhor - do que a resultados de interesse prático para a sociedade. O vício da burocracia inútil manifesta-se também, segundo os chineses, na concessão de passaportes para negócios.
Há, ainda, os custos associados às leis trabalhistas e previdenciárias, elaboradas para promover os interesses do trabalhador empregado, mas não para ampliar as oportunidades de quem não tem emprego. Os chineses têm bons argumentos a respeito do assunto, formulados com base em sua experiência, até hoje bem-sucedida.
Eles têm conseguido absorver nas atividades urbanas várias centenas de milhões de trabalhadores originários do campo. Se não fossem capazes de fazê-lo, por causa de uma legislação social detalhista e pesada para as empresas, nem teriam conseguido a mão-de-obra necessária para sua indústria em rápido crescimento nem teriam impedido a formação de uma camada urbana improdutiva e sensível aos apelos da criminalidade.
Todas essas questões têm sido postas sobre a mesa por empresários brasileiros, em várias ocasiões, e por empresários de fora interessados em produzir no Brasil. Os chineses têm sido muito claros na indicação desses problemas e dispõem de uma respeitável caixa de ressonância, o Conselho Empresarial Brasil-China, formado para a discussão de temas de interesse comum e para a busca de soluções necessárias para a cooperação bilateral.
As queixas foram retomadas nos últimos dias, em duas reuniões do Conselho Empresarial Brasil-China, uma em Dalian, por ocasião de um evento do Fórum Econômico Mundial, outra em Xianmen, onde foi aberta no fim de semana uma feira internacional de oportunidades de negócios, com participação do Brasil.
A maior parte desses temas compõe a velha e jamais cumprida integralmente agenda de reformas. Houve algumas mudanças importantes nos anos 90, indispensáveis para o controle da inflação e para a reconstituição de instrumentos básicos da política econômica. Sem aquelas inovações, o País não disporia de uma política monetária nem haveria na área fiscal aquele mínimo de ordem - insuficiente, mas indispensável - observado há alguns anos na política fiscal."
Questões do primeiro texto
1.1) Pelas notícias, você caracterizaria a situação existente no Brasil como favorável ou desfavorável à criação de um ambiente de negócios
1.2) Indique 3 elementos que justifiquem a sua opção na resposta anterior
TEXTO 2
AMBIENTE DOS NEGÓCIOS
“A melhoria do ambiente de negócios permite o surgimento de novas empresas e empregos; facilita o fechamento de indústrias com fraco desempenho (esse fechamento faz crescer a produtividade da economia); quem está no setor informal é estimulado a transitar para o formal, no qual os direitos são respeitados, há proteção social e acesso ao crédito. Traduzida no fundo pelo império da lei, a melhoria do ambiente de negócios ajuda a combater a pobreza (id.).
O efeito das reformas microeconômicas depende da expectativa dos investidores; se elas forem interpretadas como sinal de mais avanços em outros campos, os resultados serão muito positivos; se elas forem vistas apenas como manobra publicitária do governo, os resultados serão modestos (id.).
Não há dúvida sobre a importância das reformas no ambiente de negócios. Embora não possam ter uma poção mágica, não podem estar completamente erradas, porquanto todos os países ricos têm um ambiente muito melhor que os pobres. Na América Latina, salta aos olhos o exemplo do Chile, onde as reformas macro e micro se combinaram como enorme sucesso. Os países asiáticos também avançaram nessas reformas (id.).
O grau de amadurecimento das instituições de um país é o principal impulsionador ou entrave para o seu desenvolvimento, preconizou Douglass North, Prêmio Nobel de Economia de 1993, autor da Nova Teoria Institucional. Instituições não são somente as regras do jogo, mas também a tradição em respeitá-las.
“Ranking”
O Brasil situa-se na 119ª posição, numa lista de 155 países, nas condições oferecidas para o desenvolvimento de negócios, segundo o trabalho “Fazendo negócios: criando empregos” (“Doing business”) realizado pelo Banco Mundial (“Primeira Leitura”, São Paulo: Primeira Leitura, n. 45, nov. 2005, p. 25).
Em cada um dos dez quesitos avaliados pelo “Doing business”, o Brasil obteve a seguinte classificação: 1) abrir uma empresa: 98ª posição (são necessários 152 dias para abrir um negócio contra uma média de 19 dias nos países desenvolvidos); 2) lidar com licenças: 98ª (são necessários 460 dias para obter as licenças para operar); 3) contratar e demitir: 144ª; 4) registrar propriedades: 105ª; 5) conseguir crédito: 80ª; 6) proteção a sócios minoritários: 53ª; 7) pagar impostos: 140ª (as empresas brasileiras gastam 2.600 horas por ano para pagar a carga tributária contra uma média de 529 horas na América Latina e no Caribe); 8) negociar com o exterior: 107ª; 9) garantir os contratos: 70ª; 10) fechar empresas: 141ª (id., 25).
São obstáculos sérios para os negócios, de acordo com as empresas instaladas no Brasil (pesquisa “Investment climate” da “International Finance Corporation – IFC”, dados de 2003): 1) carga tributária (para 84,5% das empresas); 2) custos dos financiamentos (83,2%); 3) incertezas sobre as leis e o futuro da economia (75,9%); 4) instabilidade macroeconômica (74,9%); 5) corrupção (67,2); 6) custo da administração (66,1%); 7) acesso a financiamento (60,5%); 8) regras do mercado de trabalho (56,9%); 9) práticas anticompetitivas (56,4%); 10) crime, desordem e roubos (52,2%) (id., 29).
Parafernália normativa
O Brasil cria, por dia, em média, 36 normas tributárias (4 do governo federal) e 554 normas gerais, de 05 out. 1988 (início da vigência da nova CF) a 05 out. 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No total, os governos editaram 225.626 normas tributárias (25.466 federais, 68.230 estaduais e 2.437.253 municipais) e 3.434.805 normas gerais (134.718 federais, 862.834 estaduais e 2.437.253 municipais). Dessa parafernália normativa, vigoram 16,2 mil normas tributárias. No período de 1988 a 2005, a carga tributária aumentou de 20,01% para 37,50% do PIB. As empresas brasileiras estão sujeitas a mais de 60 tributos, dentre impostos, taxas e contribuições. Como comparação, a China tem 25 tributos e carga fiscal na casa de 17% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 06 out. 2005, p. B1).
(...)
Fonte. Site de Newton Freitas http://www.newton.freitas.nom.br/artigos.asp?cod=238
Atividades.
2.1) De que modo a realidade acima citada pode afetar a sua vida enquanto cidadão (consumidor) ?
2.2) De que modo a realidade acima descrita pode afetar a realização do seu projeto de se enquadrar profissionalmente como administrador ?
Vamos chamar de ambiente de negócios os fatores legais, políticos, culturais, educacionais e sociais que podem estimular ou dificultar o funcionamento , o crescimento e a implantação de novos negócios num determinado país. Na aula aprendemos que as empresas existem num universo social que, de alguma forma, em maior ou menor grau, interfere sobre a sua maneira de ser e o seu desempenho..
Escolhemos os textos abaixo porque eles ilustram e dão uma idéia precisa do ambiente de negócios existente no Brasil. Eles apresentam alguns fatores , mas não os únicos, do ambiente que podem interferir sobre a decisão de grupos estrangeiros escolher o Brasil como base de negócios. Mas o ambiente de negócios também interfere na decisão de empresários existentes ampliar os seus negócios ou sobre a possibilidade de cidadãos brasileiros se tornarem novos empreendedores.
TEXTO 1
O Estado de São Paulo 11 de Setembro de 2007
Um drama brasileiro em chinês
" O governo brasileiro quer atrair o investidor estrangeiro para empreendimentos produtivos, mas faz o possível para dificultar o investimento. Essa crítica tem sido feita por empresários chineses a seus colegas brasileiros e é um assunto bem conhecido no Conselho Empresarial Brasil-China. Os brasileiros da área empresarial podem apenas ouvir a reclamação e concordar. Eles têm as mesmas queixas e sabem melhor que ninguém como é caro e complicado investir no Brasil.
Pelo menos algumas autoridades conhecem a opinião chinesa sobre as dificuldades para aplicar capital de forma produtiva no País. Representantes do Ministério do Desenvolvimento têm participado de reuniões com empresários dos dois países. Mas as principais fontes de problemas estão em outras áreas do governo e algumas dessas têm desafiado com sucesso a autoridade do presidente da República. É o caso, por exemplo, dos condutores da política ambiental, habituados a agir como uma ONG no interior do governo.
Mas a absurda lentidão dos processos de licenciamento ambiental e as decisões de qualidade duvidosa compõem apenas uma parte - muito importante - do problema. Quando as barreiras ambientais são vencidas, o Tesouro público, em todos os níveis de governo, encarrega-se de tornar o projeto menos interessante, onerando com excesso de impostos e contribuições a compra de máquinas e outros equipamentos.
Quando, apesar de todos esses obstáculos, o empresário insiste em constituir uma empresa no Brasil, um novo problema aparece. Registrar o empreendimento pode consumir meses, porque as autoridades brasileiras dão mais importância ao ritual - quanto mais complicado, melhor - do que a resultados de interesse prático para a sociedade. O vício da burocracia inútil manifesta-se também, segundo os chineses, na concessão de passaportes para negócios.
Há, ainda, os custos associados às leis trabalhistas e previdenciárias, elaboradas para promover os interesses do trabalhador empregado, mas não para ampliar as oportunidades de quem não tem emprego. Os chineses têm bons argumentos a respeito do assunto, formulados com base em sua experiência, até hoje bem-sucedida.
Eles têm conseguido absorver nas atividades urbanas várias centenas de milhões de trabalhadores originários do campo. Se não fossem capazes de fazê-lo, por causa de uma legislação social detalhista e pesada para as empresas, nem teriam conseguido a mão-de-obra necessária para sua indústria em rápido crescimento nem teriam impedido a formação de uma camada urbana improdutiva e sensível aos apelos da criminalidade.
Todas essas questões têm sido postas sobre a mesa por empresários brasileiros, em várias ocasiões, e por empresários de fora interessados em produzir no Brasil. Os chineses têm sido muito claros na indicação desses problemas e dispõem de uma respeitável caixa de ressonância, o Conselho Empresarial Brasil-China, formado para a discussão de temas de interesse comum e para a busca de soluções necessárias para a cooperação bilateral.
As queixas foram retomadas nos últimos dias, em duas reuniões do Conselho Empresarial Brasil-China, uma em Dalian, por ocasião de um evento do Fórum Econômico Mundial, outra em Xianmen, onde foi aberta no fim de semana uma feira internacional de oportunidades de negócios, com participação do Brasil.
A maior parte desses temas compõe a velha e jamais cumprida integralmente agenda de reformas. Houve algumas mudanças importantes nos anos 90, indispensáveis para o controle da inflação e para a reconstituição de instrumentos básicos da política econômica. Sem aquelas inovações, o País não disporia de uma política monetária nem haveria na área fiscal aquele mínimo de ordem - insuficiente, mas indispensável - observado há alguns anos na política fiscal."
Questões do primeiro texto
1.1) Pelas notícias, você caracterizaria a situação existente no Brasil como favorável ou desfavorável à criação de um ambiente de negócios
1.2) Indique 3 elementos que justifiquem a sua opção na resposta anterior
TEXTO 2
AMBIENTE DOS NEGÓCIOS
“A melhoria do ambiente de negócios permite o surgimento de novas empresas e empregos; facilita o fechamento de indústrias com fraco desempenho (esse fechamento faz crescer a produtividade da economia); quem está no setor informal é estimulado a transitar para o formal, no qual os direitos são respeitados, há proteção social e acesso ao crédito. Traduzida no fundo pelo império da lei, a melhoria do ambiente de negócios ajuda a combater a pobreza (id.).
O efeito das reformas microeconômicas depende da expectativa dos investidores; se elas forem interpretadas como sinal de mais avanços em outros campos, os resultados serão muito positivos; se elas forem vistas apenas como manobra publicitária do governo, os resultados serão modestos (id.).
Não há dúvida sobre a importância das reformas no ambiente de negócios. Embora não possam ter uma poção mágica, não podem estar completamente erradas, porquanto todos os países ricos têm um ambiente muito melhor que os pobres. Na América Latina, salta aos olhos o exemplo do Chile, onde as reformas macro e micro se combinaram como enorme sucesso. Os países asiáticos também avançaram nessas reformas (id.).
O grau de amadurecimento das instituições de um país é o principal impulsionador ou entrave para o seu desenvolvimento, preconizou Douglass North, Prêmio Nobel de Economia de 1993, autor da Nova Teoria Institucional. Instituições não são somente as regras do jogo, mas também a tradição em respeitá-las.
“Ranking”
O Brasil situa-se na 119ª posição, numa lista de 155 países, nas condições oferecidas para o desenvolvimento de negócios, segundo o trabalho “Fazendo negócios: criando empregos” (“Doing business”) realizado pelo Banco Mundial (“Primeira Leitura”, São Paulo: Primeira Leitura, n. 45, nov. 2005, p. 25).
Em cada um dos dez quesitos avaliados pelo “Doing business”, o Brasil obteve a seguinte classificação: 1) abrir uma empresa: 98ª posição (são necessários 152 dias para abrir um negócio contra uma média de 19 dias nos países desenvolvidos); 2) lidar com licenças: 98ª (são necessários 460 dias para obter as licenças para operar); 3) contratar e demitir: 144ª; 4) registrar propriedades: 105ª; 5) conseguir crédito: 80ª; 6) proteção a sócios minoritários: 53ª; 7) pagar impostos: 140ª (as empresas brasileiras gastam 2.600 horas por ano para pagar a carga tributária contra uma média de 529 horas na América Latina e no Caribe); 8) negociar com o exterior: 107ª; 9) garantir os contratos: 70ª; 10) fechar empresas: 141ª (id., 25).
São obstáculos sérios para os negócios, de acordo com as empresas instaladas no Brasil (pesquisa “Investment climate” da “International Finance Corporation – IFC”, dados de 2003): 1) carga tributária (para 84,5% das empresas); 2) custos dos financiamentos (83,2%); 3) incertezas sobre as leis e o futuro da economia (75,9%); 4) instabilidade macroeconômica (74,9%); 5) corrupção (67,2); 6) custo da administração (66,1%); 7) acesso a financiamento (60,5%); 8) regras do mercado de trabalho (56,9%); 9) práticas anticompetitivas (56,4%); 10) crime, desordem e roubos (52,2%) (id., 29).
Parafernália normativa
O Brasil cria, por dia, em média, 36 normas tributárias (4 do governo federal) e 554 normas gerais, de 05 out. 1988 (início da vigência da nova CF) a 05 out. 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No total, os governos editaram 225.626 normas tributárias (25.466 federais, 68.230 estaduais e 2.437.253 municipais) e 3.434.805 normas gerais (134.718 federais, 862.834 estaduais e 2.437.253 municipais). Dessa parafernália normativa, vigoram 16,2 mil normas tributárias. No período de 1988 a 2005, a carga tributária aumentou de 20,01% para 37,50% do PIB. As empresas brasileiras estão sujeitas a mais de 60 tributos, dentre impostos, taxas e contribuições. Como comparação, a China tem 25 tributos e carga fiscal na casa de 17% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 06 out. 2005, p. B1).
(...)
Fonte. Site de Newton Freitas http://www.newton.freitas.nom.br/artigos.asp?cod=238
Atividades.
2.1) De que modo a realidade acima citada pode afetar a sua vida enquanto cidadão (consumidor) ?
2.2) De que modo a realidade acima descrita pode afetar a realização do seu projeto de se enquadrar profissionalmente como administrador ?
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Esquema de aula. AULA 1
ESQUEMA DE AULA
Primeira aula
Título. A Crescente Importância
do Pensamento Gerencial nas Sociedades Industriais Contemporâneas
Tese a ser defendida_____ O
pensamento gerencial está se tornando um dos conhecimentos mais importantes nas
sociedades industriais contemporâneas.
Elucidando os conceitos
Sociedades industriais
contemporâneas___ este conceito indica que só estamos falando das sociedades
não agrárias e que tenham uma base industrial expressiva.
Pensamento gerencial_______ vamos
chamar de pensamento gerencial todo o conhecimento produzido pela
Administração. É comum ler ou ouvir as expressões: pensamento econômico, pensamento
sociológico ou pensamento teológico. Quem utiliza essas expressões está se
referindo ao conhecimento produzido nestes campos (economia, sociologia e
teologia)
Peculiaridade do pensamento
gerencial_____ Como qualquer conhecimento ele é produzido nas universidades,
mas diferente destes, ele também é produzido nas organizações
A crescente importância do
pensamento gerencial. Para se entender essa crescente importância devemos nos
voltar para um autor; Peter Drucker (1909/2005).
Atenção. Pesquise e relacione o nome de Peter Drucker com o pensamento
gerencial (valendo ponto)
Para Peter Drucker uma
organização é um conjunto de pessoas que se junta de forma permanente para
atingir um determinado fim.
Há um critério (não é o único) que nos permite
dividir as organizações existentes nas sociedades industriais; a busca do
lucro. Então, segundo esse critério, existem organizações sem fins lucrativos e
as com fim lucrativo (nesse caso estamos falando das empresas privadas)
As organizações precisam persistir
ao longo do tempo. Isso quer dizer que elas precisam justificar a sua existência
cumprindo com sucesso a função (objetivo) para a qual foram criadas. Muitas
organizações também colocam como objetivo o crescimento.
Dessa forma, seja porque precisam
justificar a sua existência, quer seja porque precisam crescer num mercado
competitivo, elas devem ser eficientes.
Há várias formas de se avaliar a
eficiência (lucratividade, produtividade, prestígio, etc.)
Atenção. Pesquise quem foi Frederick Taylor e relacione a expressão
‘the one best way’, que sintetiza e expressa a sua visão sobre a Administração
com o conteúdo do parágrafo acima. (valendo
ponto. Perceba que o comando da pergunta é dado pelo verbo relacionar. É isso o
que está sendo pedido para você)
Se as organizações buscam a
eficiência, o pensamento gerencial é o único conhecimento capaz de garantir a
eficiência dessas organizações
Embora esta tenha sido uma aula
que trata especificamente da importância do pensamento gerencial , ela é uma
aula de sociologia porque a explicação dessa crescente importância está numa
determinada característica das sociedades industriais (o fato de serem
sociedades de organização) .
TEXTO 1
Um país mal administrado
Stephen Kanitz
Um país do tamanho do Brasil, com os recursos naturais e a população que tem, não é exatamente um país com problemas econômicos. Somos, sim, um país muito mal administrado. Não sabemos administrar os Estados, não sabemos administrar nossas dívidas, não sabemos administrar nossa previdência nem nossa segurança. Nossos governantes e ministros normalmente não são formados em administração nem fizeram aqueles cursos de MBA que proliferam por aí.
A maioria dos nossos ministros nunca trabalhou numa das 500 maiores empresas do país, nem como presidente nem como diretor. Fernando Henrique Cardoso teve como ministros muitos professores brilhantes, que administravam sessenta obedientes alunos e de um momento para o outro passaram a administrar mais de 5.000 funcionários públicos, sem formação em administração, recursos humanos, motivação, liderança nem avaliação de desempenho. Teriam sido bons assessores, não executivos.
Embora o Brasil forme administradores públicos competentes, eles são os primeiros a ser preteridos para os principais cargos da administração pública. O escolhido é amigo de campanha ou colega da época estudantil. Os Estados Unidos são a maior potência econômica não pela qualidade de suas teorias econômicas, mas pela qualidade de suas teorias administrativas. Algumas são modismos, outras funcionam.
Embora a imprensa americana sempre se refira ao governo como administração Bush ou "the Clinton administration", poucos jornais brasileiros usariam a expressão administração Cardoso para descrever nosso governo. Quarenta por cento dos colunistas americanos são gurus de administração, como Peter Drucker, Tom Peters e Michael Porter, que disseminam diariamente o mantra da eficiência, competência e boa administração. No Brasil, eles são substituídos por ex-ministros que escrevem justificando seus erros no governo e sobre como se deveria "administrar" o estrago que deixaram.
Em pleno século XXI, temos pouquíssimos administradores com uma coluna fixa na grande imprensa brasileira. Todo jornal brasileiro tem seu caderno de economia. Por que não criar os cadernos de engenharia, de sistemas, de advocacia ou de administração para poder ouvir as outras profissões que têm contribuições a dar sobre os problemas do país?
Nunca tivemos no Brasil um presidente formado em administração nem que tenha sido presidente de uma das 500 maiores empresas privadas antes de dirigir todo um país. Criticaram Lula, mas ele poderá ser o primeiro presidente a ter pelo menos trabalhado numa das 500 maiores empresas privadas do Brasil, porém, como operário.
O presidente Vicente Fox, do México, por ter sido presidente da Coca-Cola, aprendeu a negociar duro com os americanos. Muitos de seus ministros foram escolhidos de forma profissional, por uma empresa de headhunting, a Korn/Ferry International, que vasculhou o país à procura dos mais competentes executivos mexicanos. Em dois anos, o PIB do México já ultrapassou o do Brasil, embora não somente por essa razão.
Vamos torcer para que o próximo presidente e os próximos governadores não se atenham somente a seus amigos de campanha ou a pessoas sem experiência nem formação em administrar enormes organizações. Vamos rezar para que sejam escolhidos para o primeiro escalão do governo executivos de primeira e ministros com experiência administrativa, que tomem decisões não por critérios políticos, mas por critérios de custos e eficiência.
Revista Veja, edição 1772, ano 35, nº 40, 9 de outubro de 2002
ATIVIDADES.
Atividade 1.1 O prof. Kanitz apresenta o que segundo ele seria um dos mais graves problemas do Brasil. Exponha a tese dele para explicar o , vamos dizer assim, atraso brasileiro.
Atividade 1.2 No texto, o professor Kanitz apresenta um argumento para fundamentar a sua tese, Explicite, em uma frase, esse argumento.
TEXTO 2
Acesse o seguinte link
https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/05/para-melhorar-seguranca-publica.html
O texto fala sobre um grave problema da sociedade brasileira. Ele foi escrito em 2013 e, de lá para cá, o problema tem se agravado de forma crescente.
Atividades
Atividade 2.1. Para muitas pessoas a solução para o melhorar a segurança pública depende principalmente dos recursos (dinheiro público) para a área de segurança.O autor concorda com esta solução? Fundamente a sua resposta.
Atividade 2.2 Relacione o conteúdo desse artigo com o tema da aula
TEXTO 3
O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO NÃO É FALTA DE DINHEIRO
Mailson da Nobrega.
A qualidade do capital humano é essencial para o desenvolvimento. A baixa qualidade da educação explica a perda da liderança econômica da Inglaterra para os Estados Unidos por volta de 1870 e para a Alemanha no fim do século XIX.
Para Rondo Cameron e Larry Neal, no livro: A Concise Economic History of the World, a Inglaterra foi o último país rico a universalizar a educação fundamental. A Revolução Industrial ocorreu, segundo eles, “na era do artesão inventor. Depois, a ciência formou a base do processo produtivo”.
Em vez dos recursos da natureza — algodão, lã, linho, minério de ferro —, a indústria passou a depender cada vez mais de novos materiais, nascidos da pesquisa científica.Nessa área, americanos e alemães, com melhor educação, venceram os ingleses. A Suécia, que era atrasada no início do século XIX,. se industrializou rapidamente graças à educação. Em 1850. Apenas 10% dos suecos eram analfabetos, enquanto um terço dos ingleses não sabia ler nem escrever.
No Brasil, até os anos 1960, acreditava-se que a educação seria mero efeito do desenvolvimento. Em 1950 os respectivos gastos públicos eram de apenas 1.4% do PIB. A partir dos anos 1970, a visão se inverteu. Convencemo-nos de que a prosperidade depende da educação. Os gastos subiram e hoje atingem 5,8% do PIB. A educação fundamental foi universalizada na década de 90 (um século e meio depois dos Estados Unidos e quase meio século depois da Coreia do Sul).
Agora, demandamos melhora da qualidade, mas a ideia está contaminada pelo hábito de esperar que a despesa pública resolva qualquer problema. Daí o equivocado projeto de lei que aumenta os gastos em educação para 10% do PIB. Na mesma linha, Dilma e o Congresso querem aplicar na educação grande parte das receitas do petróleo.
Proporcionalmente, nossos gastos em educação equivalem à média dos países ricos. Passamos os Estados Unidos (5.5% do PIB). Investimos mais do que o Japão, a China e a Coreia do Sul, três salientes casos de êxito na matéria (todos abaixo de 5% do PIB). Na verdade, a má qualidade da nossa educação tem mais a ver com gestão do que com falta de recursos.
O professor José Arthur Giannotti assim se referiu aos jovens que foram às ruas pedir mais dinheiro para o setor: “Pleiteiam mais verbas sem se dar conta da podridão do sistema. Mais do que verbas, é urgente uma completa revisão das instituições educativas vigentes. A começar pela reeducação dos educadores, que, na maioria das vezes, ignoram o que estão a ensinar”” (O Estado de S. Paulo, 19/6/2013).
Outro educador, Naercio Menezes Filho, citou o interessante caso de Sobral (Valor, 21/6/2013). Entre 2005 e 2011 o município cearense avançou quatro vezes mais rápido no ensino fundamental do que São Paulo, sem aumento significativo de despesa. “O gasto por aluno que Sobral usa para alcançar esse padrão de ensino nas séries iniciais é de apenas 3.130.00 reais, enquanto a rede municipal de São Paulo gasta ao redor de 6.000 reais por aluno, ou seja, duas vezes mais.”
(...)
A educação brasileira precisa de uma revolução gerencial e de prioridades, inclusive para gastar melhor os recursos disponíveis. Ampliar os respectivos gastos e destinar-lhe as receitas do petróleo agrada a certas plateias, mas o resultado poderá ser apenas o aumento dos desperdícios. Será péssimo para as próximas gerações.
(fonte. Revista Veja 27/07/2013)
Atividades.
Atividade 3.1. Relacione o conteúdo do artigo com o tema da aula
Atividade 3.2. Entre gastar mais (recursos com a educação) e gastar melhor o autor se posiciona em defesa dessa segunda opção. Cite um argumento apresentado pelo autor para fundamentar a sua (dele) escolha.
Atividade 4. Acesse o link abaixo e leia o editorial do jornal O Globo sobre a saúde pública brasileira. Em seguida responda o que for pedido
https://oglobo.globo.com/opiniao/saude-publica-do-pais-sofre-de-ma-gestao-12010246
Atividade 4.1. Responda usando apenas três palavras a essência da crítica que o editorial do jornal O Globo faz ao sistema público de saúde no Brasil.
Atividade 4.2. Relacione a resposta dada acima com o pensamento gerencial (teorias da Administração)
TEXTO 1
Um país mal administrado
Stephen Kanitz
Um país do tamanho do Brasil, com os recursos naturais e a população que tem, não é exatamente um país com problemas econômicos. Somos, sim, um país muito mal administrado. Não sabemos administrar os Estados, não sabemos administrar nossas dívidas, não sabemos administrar nossa previdência nem nossa segurança. Nossos governantes e ministros normalmente não são formados em administração nem fizeram aqueles cursos de MBA que proliferam por aí.
A maioria dos nossos ministros nunca trabalhou numa das 500 maiores empresas do país, nem como presidente nem como diretor. Fernando Henrique Cardoso teve como ministros muitos professores brilhantes, que administravam sessenta obedientes alunos e de um momento para o outro passaram a administrar mais de 5.000 funcionários públicos, sem formação em administração, recursos humanos, motivação, liderança nem avaliação de desempenho. Teriam sido bons assessores, não executivos.
Embora o Brasil forme administradores públicos competentes, eles são os primeiros a ser preteridos para os principais cargos da administração pública. O escolhido é amigo de campanha ou colega da época estudantil. Os Estados Unidos são a maior potência econômica não pela qualidade de suas teorias econômicas, mas pela qualidade de suas teorias administrativas. Algumas são modismos, outras funcionam.
Embora a imprensa americana sempre se refira ao governo como administração Bush ou "the Clinton administration", poucos jornais brasileiros usariam a expressão administração Cardoso para descrever nosso governo. Quarenta por cento dos colunistas americanos são gurus de administração, como Peter Drucker, Tom Peters e Michael Porter, que disseminam diariamente o mantra da eficiência, competência e boa administração. No Brasil, eles são substituídos por ex-ministros que escrevem justificando seus erros no governo e sobre como se deveria "administrar" o estrago que deixaram.
Em pleno século XXI, temos pouquíssimos administradores com uma coluna fixa na grande imprensa brasileira. Todo jornal brasileiro tem seu caderno de economia. Por que não criar os cadernos de engenharia, de sistemas, de advocacia ou de administração para poder ouvir as outras profissões que têm contribuições a dar sobre os problemas do país?
Nunca tivemos no Brasil um presidente formado em administração nem que tenha sido presidente de uma das 500 maiores empresas privadas antes de dirigir todo um país. Criticaram Lula, mas ele poderá ser o primeiro presidente a ter pelo menos trabalhado numa das 500 maiores empresas privadas do Brasil, porém, como operário.
O presidente Vicente Fox, do México, por ter sido presidente da Coca-Cola, aprendeu a negociar duro com os americanos. Muitos de seus ministros foram escolhidos de forma profissional, por uma empresa de headhunting, a Korn/Ferry International, que vasculhou o país à procura dos mais competentes executivos mexicanos. Em dois anos, o PIB do México já ultrapassou o do Brasil, embora não somente por essa razão.
Vamos torcer para que o próximo presidente e os próximos governadores não se atenham somente a seus amigos de campanha ou a pessoas sem experiência nem formação em administrar enormes organizações. Vamos rezar para que sejam escolhidos para o primeiro escalão do governo executivos de primeira e ministros com experiência administrativa, que tomem decisões não por critérios políticos, mas por critérios de custos e eficiência.
Revista Veja, edição 1772, ano 35, nº 40, 9 de outubro de 2002
ATIVIDADES.
Atividade 1.1 O prof. Kanitz apresenta o que segundo ele seria um dos mais graves problemas do Brasil. Exponha a tese dele para explicar o , vamos dizer assim, atraso brasileiro.
Atividade 1.2 No texto, o professor Kanitz apresenta um argumento para fundamentar a sua tese, Explicite, em uma frase, esse argumento.
TEXTO 2
Acesse o seguinte link
https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/05/para-melhorar-seguranca-publica.html
O texto fala sobre um grave problema da sociedade brasileira. Ele foi escrito em 2013 e, de lá para cá, o problema tem se agravado de forma crescente.
Atividades
Atividade 2.1. Para muitas pessoas a solução para o melhorar a segurança pública depende principalmente dos recursos (dinheiro público) para a área de segurança.O autor concorda com esta solução? Fundamente a sua resposta.
Atividade 2.2 Relacione o conteúdo desse artigo com o tema da aula
TEXTO 3
O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO NÃO É FALTA DE DINHEIRO
Mailson da Nobrega.
A qualidade do capital humano é essencial para o desenvolvimento. A baixa qualidade da educação explica a perda da liderança econômica da Inglaterra para os Estados Unidos por volta de 1870 e para a Alemanha no fim do século XIX.
Para Rondo Cameron e Larry Neal, no livro: A Concise Economic History of the World, a Inglaterra foi o último país rico a universalizar a educação fundamental. A Revolução Industrial ocorreu, segundo eles, “na era do artesão inventor. Depois, a ciência formou a base do processo produtivo”.
Em vez dos recursos da natureza — algodão, lã, linho, minério de ferro —, a indústria passou a depender cada vez mais de novos materiais, nascidos da pesquisa científica.Nessa área, americanos e alemães, com melhor educação, venceram os ingleses. A Suécia, que era atrasada no início do século XIX,. se industrializou rapidamente graças à educação. Em 1850. Apenas 10% dos suecos eram analfabetos, enquanto um terço dos ingleses não sabia ler nem escrever.
No Brasil, até os anos 1960, acreditava-se que a educação seria mero efeito do desenvolvimento. Em 1950 os respectivos gastos públicos eram de apenas 1.4% do PIB. A partir dos anos 1970, a visão se inverteu. Convencemo-nos de que a prosperidade depende da educação. Os gastos subiram e hoje atingem 5,8% do PIB. A educação fundamental foi universalizada na década de 90 (um século e meio depois dos Estados Unidos e quase meio século depois da Coreia do Sul).
Agora, demandamos melhora da qualidade, mas a ideia está contaminada pelo hábito de esperar que a despesa pública resolva qualquer problema. Daí o equivocado projeto de lei que aumenta os gastos em educação para 10% do PIB. Na mesma linha, Dilma e o Congresso querem aplicar na educação grande parte das receitas do petróleo.
Proporcionalmente, nossos gastos em educação equivalem à média dos países ricos. Passamos os Estados Unidos (5.5% do PIB). Investimos mais do que o Japão, a China e a Coreia do Sul, três salientes casos de êxito na matéria (todos abaixo de 5% do PIB). Na verdade, a má qualidade da nossa educação tem mais a ver com gestão do que com falta de recursos.
O professor José Arthur Giannotti assim se referiu aos jovens que foram às ruas pedir mais dinheiro para o setor: “Pleiteiam mais verbas sem se dar conta da podridão do sistema. Mais do que verbas, é urgente uma completa revisão das instituições educativas vigentes. A começar pela reeducação dos educadores, que, na maioria das vezes, ignoram o que estão a ensinar”” (O Estado de S. Paulo, 19/6/2013).
Outro educador, Naercio Menezes Filho, citou o interessante caso de Sobral (Valor, 21/6/2013). Entre 2005 e 2011 o município cearense avançou quatro vezes mais rápido no ensino fundamental do que São Paulo, sem aumento significativo de despesa. “O gasto por aluno que Sobral usa para alcançar esse padrão de ensino nas séries iniciais é de apenas 3.130.00 reais, enquanto a rede municipal de São Paulo gasta ao redor de 6.000 reais por aluno, ou seja, duas vezes mais.”
(...)
A educação brasileira precisa de uma revolução gerencial e de prioridades, inclusive para gastar melhor os recursos disponíveis. Ampliar os respectivos gastos e destinar-lhe as receitas do petróleo agrada a certas plateias, mas o resultado poderá ser apenas o aumento dos desperdícios. Será péssimo para as próximas gerações.
(fonte. Revista Veja 27/07/2013)
Atividades.
Atividade 3.1. Relacione o conteúdo do artigo com o tema da aula
Atividade 3.2. Entre gastar mais (recursos com a educação) e gastar melhor o autor se posiciona em defesa dessa segunda opção. Cite um argumento apresentado pelo autor para fundamentar a sua (dele) escolha.
Atividade 4. Acesse o link abaixo e leia o editorial do jornal O Globo sobre a saúde pública brasileira. Em seguida responda o que for pedido
https://oglobo.globo.com/opiniao/saude-publica-do-pais-sofre-de-ma-gestao-12010246
Atividade 4.1. Responda usando apenas três palavras a essência da crítica que o editorial do jornal O Globo faz ao sistema público de saúde no Brasil.
Atividade 4.2. Relacione a resposta dada acima com o pensamento gerencial (teorias da Administração)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
PROGRAMA DO CURSO
PROGRAMA
DE CURSO
ATENÇÃO. e-mail do prof.____________ kttmartins@globo.com.
O aluno que tiver alguma dúvida sobre o conteúdo da aula, quiser sugestões de leitura ou qualquer outro tipo de orientação, por favor, escreva.
Para mim é um prazer poder atender os alunos e ajudá-los a crescer.
EMENTA
A
matéria discutirá a noção de modernidade e de sociedade moderna e
relacionará a sociedade moderna à empresa moderna.
Nesse sentido o aluno deverá ser levado a ver como o ambiente social externo influencia ou determina a maneira de ser da empresa.
Ela apresentará algumas críticas à sociedade moderna e como essas críticas nos ajudam a entender a empresa moderna.
Nela também se fará uma reflexão sobre a situação do emprego e do trabalho nas sociedades industriais contemporâneas.
Nesse sentido o aluno deverá ser levado a ver como o ambiente social externo influencia ou determina a maneira de ser da empresa.
Ela apresentará algumas críticas à sociedade moderna e como essas críticas nos ajudam a entender a empresa moderna.
Nela também se fará uma reflexão sobre a situação do emprego e do trabalho nas sociedades industriais contemporâneas.
Objetivo geral
Levar os alunos a entender como
o ambiente social externo influencia ou determina a forma de ser da
empresa.
Objetivos específicos
Os
objetivos específicos se dividem em dois grupos. Num deles há uma preocupação
com o conteúdo e nesse sentido pretendemos que ao longo do curso os alunos
percebam a crescente importância do pensamento gerencial, as características da
sociedade moderna e como ela influenciou no surgimento da sociologia e da
Administração, apresentar as principais críticas à sociedade moderna (Marx e
Weber) , caracterizar o poder sobre a empresa e no interior da empresa e, por
último, a presentar diferentes análises sobre o trabalho e sobre o emprego nos
dias atuais.
O
segundo objetivo, e sem dúvida, para nós, o mais importante, encontra-se no
campo das competências. Trata-se aqui de competências fundamentais para o
exercício da profissão de administrador e para um melhor desempenho nas
atividades requeridas para um avanço tanto no campo acadêmico quanto
profissional. Sem desmerecer a importante dimensão da aprendizagem do
conhecimento, mas é fato que, hoje em dia, a aula deixou de ter um papel
exclusivo e até mesmo dominante nesta tarefa. Porém, a aula continua e
continuará sendo o momento para o desenvolvimento de competências. Neste curso
de um semestre não temos a soberba de supor que poderemos criar uma elevada
competência em determinadas tarefas. Nossa ambição é muito mais modesta. Se
conseguirmos mostrar para os alunos a importância dessas competências e
leva-los a dar os primeiros passos nessa direção, já teremos realizado o nosso
objetivo. Trabalharemos três competências; a de se expressar de forma correta,
clara e objetiva; a de ler textos acadêmicos e de capacitar o aluno a fazer um
trabalho acadêmico.
METODOLOGIA.
Neste
curso, o espaço da aula assume uma enorme importância. Isto porque ele não será
apenas o espaço de transmissão do conhecimento, mas também aquele em que serão
trabalhadas as competências selecionadas. No tempo da aula haverá, como não
poderia deixar de ser, uma exposição do conteúdo a ser apreendido pelos alunos.
Contudo, ele também será o espaço para que o aluno possa mostrar seus avanços
nas competências acima citadas. Assim, espera-se que o aluno participe
intensamente do seu processo de aprendizagem.
SISTEMA DE AVALIAÇÃO
Ao
longo do curso teremos três avaliações obrigatórias. Uma delas será um trabalho
em grupo e nele o grupo responderá a perguntas sobre um texto dado com
antecedência. Nesse trabalho se procurará avaliar a competência de leitura de
um texto acadêmico que terá sido trabalhada em todas as aulas que antecedem a
esta avaliação. Vamos denomina-la de P1.
A
segunda avaliação, vamos denominá-la de P2, será de uma prova individual e sem
consulta a ser feita nas semanas finais do curso. Dela constará toda a matéria
aprendida em aula. O objetivo desta avaliação é ver quanto o aluno conseguiu
apreender do conteúdo ministrado em aula. Ela será feita nos moldes das
questões do ENADE.
A
terceira avaliação, vamos denominá-la de P3, será uma apresentação em grupo,
nas últimas semanas do semestre, de um livro, à escolha do grupo, que fale da
história de uma empresa e aborde aspectos da sua cultura organizacional. O
objetivo dessa avaliação é medir quanto o aluno desenvolveu da competência de
elaborar um trabalho acadêmico.
A
média final será feita da seguinte maneira; a notas de P2 terá peso 4. As notas de P1 e P3 serão somadas e o resultado dessa soma será dividido por 2. O resultado dessa divisão terá peso 6. A média final será o resultado do valor obtido na primeira operação (P2X4) e (a soma de P1 mais P3 dividida por dois e multiplicada por 6).
Sem
incorrermos em erro ou exagero, podemos dizer que este curso é de avaliação
permanente. Isto porque, na maioria das aulas, haverá questões previamente
dadas para serem respondidas oralmente em sala. Cada resposta correta garante
ao aluno 0,3 na sua média final. Além do mais haverá também algumas
apresentações individuais voluntárias sobre qualquer material que possa
enriquecer a formação do futuro administrador. Estas apresentações
devem ser de 3 minutos e, caso sejam aceitas, o aluno obterá 0,8 na média por
cada apresentação feita.
No
último dia de aula haverá avaliações substitutivas para os alunos que deixaram
de fazer a avaliação no dia determinado. Como se trata do período de duas
aulas, o aluno terá que fazer todas as avaliações substitutivas no tempo destas
duas aulas.
Conteúdo Programático
Primeira semana. Apresentação do
curso e da matéria.
Segunda semana. A Crescente
Importância do Pensamento Gerencial
Terceira semana. A importância
da Sociologia para a formação acadêmica do Administrador.
Quarta semana. A criação da Sociologia
como produto de três revoluções (científica, francesa e
industrial)
Quinta
semana. Características da Sociedade Moderna
Sexta-semana. Características da
Sociedade Moderna
Sétima semana. Críticas à Sociedade Moderna (Marx e Weber)
Oitava semana P1 . Avaliação em
grupo
Nona semana. Entrega e
correção da P1. Orientações para o trabalho de final de curso (P3)
Décima semana. O Poder
e o Poder nas Organizações
Décima-primeira . A Desumanização do Trabalho.
Décima-segunda . Trabalho
e Emprego nos Dias Atuais
Décima-terceira semana. 14. Prova
individual P2
Décima-quarta semana.
Apresentação de trabalhos em grupo
Décima-sexta semana.
Apresentação de trabalhos em grupo
Décima-sétima semana. Avaliação
substitutiva.
Décima-oitava semana. Entrega
das médias.
BIBLIOGRAFIA básica – Três
referências
FERREIRA, Roberto Martins.
Sociedade & Empresa. Sociologia Aplicada à Administração. SP. Ed.
Saraiva.2016.
SAMPSON, Anthony. O Homem da
Companhia. Uma História dos Executivos. SP. Cia das Letras. 1997.
GIDDENS, Anthony. Sociologia;
Porto Alegre: Penso, 2012.
BIBLIOGRAGIA COMPLEMENTAR –
Donkin, Richard. Sangue, Suor
& Lágrimas. A Evolução do Trabalho. M.Books, SP. 2003.
SAVAL, Nikil. Cubiculados. A
História Secreta do Local de Trabalho. Rocco. RJ. 2014.
GIDDENS, Anthony. As
Consequências da Modernidade. SP. Editora da Unesp.1991.
LEBRUN, Gérard. O que é Poder.
Coleção Primeiros Passos. SP. Brasiliense.1981.BOBBIO, Norberto. Estado,
Governo e Sociedade. Por uma teoria geral da Política. RJ. Paz e Terra.2007.
ATENÇÃO. e-mail do prof.____________ kttmartins@globo.com.
O aluno que tiver alguma dúvida sobre o conteúdo da aula, quiser sugestões de leitura ou qualquer outro tipo de orientação, por favor, escreva.
Para mim é um prazer poder atender os alunos e ajudá-los a crescer.
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